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Dias com menos de 24 horas? A Terra está a girar mais depressa e 2020 apresentou o dia mais curto dos últimos 50 anos

É verdade! A Terra está a ganhar um pouco mais de velocidade no movimento de rotação em torno de si mesma. Este movimento foi tão discreto que passou despercebido, mas agora os especialistas chamam a atenção para este sucedido.

O dia 19 de julho, foi o dia mais curto desde 1970. Este teve menos 1,4602 milissegundos dos 84.400 segundos que completam as 24 horas diárias.

O evento, está a ser notícia um pouco por todo o mundo e pode fazer com que seja necessário acrescentar um segundo aos relógios atómicos para estar alinhado com a rotação da Terra.

Mas não se assuste, desde que se inventaram os relógios atómicos, nos anos 60, que os cientistas sabem que a rotação do planeta varia ao sabor das marés, do efeito gravitacional da Lua, da erosão das montanhas e de fenómenos catastróficos como os terramotos, tsunamis, furacões e erupções vulcânicas.

Isto já aconteceu 27 vezes desde os anos 70, sendo que a última tinha sido registada na véspera de Ano Novo de 2016. Porém, na altura, a rotação desacelerou e não foi necessário fazer alterações, como acontece agora neste debate que está em cima da mesa.

Mas 2020 trouxe uma surpresa: a rotação do planeta começou a acelerar ao ponto de, ao longo deste ano, os relógios atómicos poderem acumular 19 milissegundos de atraso em relação ao verdadeiro movimento da Terra em torno de si mesma. Se isso se confirmar, poderá vir a ser necessário retirar tempo aos relógios — algo que nunca aconteceu em 50 anos de medição atómica do tempo.

Alguns especialistas indicam que a tendência se deve manter em 2021, já que “os dias este ano deverão ser, em média, 0,5 milissegundos mais curtos do que o normal”.