TEATRO EM MAFRA- TRIBO em colectivo

Estreia, sábado 6 de junho, com casa cheia, de CORPO RECIPIENTE obra colectiva de um grupo que experimenta teatro, nas várias formas quer de texto, quer de encenação, desprovido de tradicionais cenários, até de apontamentos mínimos, requer do áudio- visual equilíbrio para diversas acções. É um mundo de mix de acções teatrais. Faltam vozes, falta afirmação dos jovens actores que se esforçam de forma colectiva, mas só com a prática poderá melhorar. O respirar e a colocação de voz será a única fase que ainda falta explorar nesta grande festa de teatro. Tem tudo, muita gente em cena (o que não é fácil), desprovida do acessório, só a figura/boneco, fases de grande criatividade de encenação e bom movimento cénico. Relembra algumas peças do Teatro experimental de Cascais, onde brilhou Carlos Avilez que revolucionou o teatro na época.

Tem tudo para continuar, para evolução dos intérpretes, criar “endurance” e sobretudo fazer mais. A “mise en scéne” é a continuidade da primeira experiência, agora requer continuidade e natural evolução, daí surge o problema de não parar.

O Teatro tem sido muito mal tratado no nosso concelho. Desapareceu uma companhia municipal, parecida com meia-profissional, desapareceu o teatro amador, desapareceram os “ensaiadores” e está na hora de surgirem, e não só em processo “toque e foge”, companhias que apostem na inovação, mas sobretudo em continuidade. “Insistir” sem desistir é a palavra de ordem.

DoisUm