SAI UMA RÁDIO À PRESSÃO?

Iniciámos a existência do jornal O ERICEIRA e experimentalmente, com várias tentativas de formatos e conteúdos, desde noticiário de Torres, Sintra e Mafra, (na altura existiam poucos eventos) até em três idiomas, já lá vão quase cinco décadas. A impressão revolucionária em offset (os jornais eram feitos em tipografia) e totalmente a cores situação inédita nos jornais de província. Fomos os introdutores da paginação trabalhada, mudando radicalmente os jornais. Mais imagem de qualidade e menos texto. Ainda por outros motivos, fizemos publicações paralelas para apoio ao movimento da “Ericeira a Concelho” de indubitável sucesso, quer pela via do humor, quer pela simples divulgação. Se o sucesso foi grande, os ataques, as penalizações, os ódios de colecção foram bem maiores e ainda hoje, bem conservados, alguns se mantêm, apesar de ter mudado a direcção três vezes e já não ser propriedade de uma pessoa, mas sim de uma Associação.

 

Rever a história pelos próprios intervenientes, por vezes, pode parecer auto-elogio, mas não é esse o motivo principal. Digamos que é um preâmbulo para a evolução. E queremos continuar a ser um grupo de comunicação evolutivo, forte e independente.

Também é um facto relevante que convém destacar- fomos os primeiros a utilizar a Net e as redes sociais. Fomos no Concelho o segundo a utilizar o vídeo (o 1º foi o Nunes Forte VPTV) com a Ericeira TV, até no MEO KANAL, que por motivos que um dia havemos de explicar, reduzimos à expressão mais simples, apenas fazendo algumas reportagens, o que não afecta muito pois até a CMM já tem equipamento para cobertura dos seus eventos. 

Ora este preâmbulo é para comparar o jornal edição papel à rádio.

UM PROJECTO RÁDIO É AVANÇAR OU ANDAR PARA TRÁS?

Se de facto as rádios locais fazem falta, a Ericeira está praticamente isolada, pois geograficamente as ondas da rádio não chegam à grande maioria. A rádio era o primeiro a dar a informação, mais rápida, com os telemóveis que filmam e directamente emitem pela net foi com o tempo totalmente ultrapassada.

Agora a net chega mais facilmente. Mas e quem tem acesso? Os telemóveis podem aceder, os computadores naturalmente, as Tablets, os Televisores Smart também já têm os canais de rádio pela net, mas os automóveis que é onde a rádio bate recordes de audiência – na ida para o trabalho (07/10h) e no regresso (17/20h) ainda poucos têm essa possibilidade. O futuro garante essa possibilidade nos novos modelos de autorádios e dos próprios automóveis, mas hoje nem todos têm esse acesso.

Um aspecto curioso é que se pode emitir via Facebook (com excepção dos Telemóveis) as Apps não permitem ouvir pelo Facebook, mas permitem ouvir rádio por si mesmo.

A via FM (frequência modelada) em alguns países já foi esquecida, não existe mais. E por cá a “onda da Net” já se faz sentir, pois a economia de equipamento reduzido, faz tentar e desafia novas soluções. A imaginação é efectivamente a grande arma de toda a comunicação. Sem ela nada se faz. Felizmente não se compra a imaginação.

E se é um desafio ao qual gostaríamos de aceder, trata-se de uma tarefa também de equipa. Nada se faz sozinho. E hoje a vida obriga, em primeiro lugar, a falar em dinheiro. Tudo quer saber o que ganha com isso. E se pensarmos apenas nisso, também nada se faz. Veja-se a crise no associativismo, a carência de gente nova na direcção das associações. Até nos grandes clubes de futebol onde a direcção já tem salário a qualidade dos dirigentes, diga-se em abono da verdade deixa muito a desejar.

AS RÁDIOS COMO OS JORNAIS EM PAPEL ESTÃO ULTRAPASSADOS (?)

De facto, pensando simplisticamente leva-nos a acreditar que realmente é verdade. Mas há uma semana e muito bem o Expresso faz uma página a relembrar que não será bem assim. (ver o anúncio).

Revela que o Facebook para publicar um aviso importante requereu os jornais mundiais ditos de referência, em vez de utilizar os Milhões de utilizadores do Facebook. E os maiores computadores têm manuais impressos em Livro. E fizeram-se livros (em papel) para explicar que o digital ultrapassou o papel. Ora isto é uma falácia, ou aquilo que se chama de “pescadinha de rabo na boca”, anda de roda sem princípio nem fim.

A nossa Associação “PRETEND’ALCANÇAR” sem fins lucrativos, proprietária de todos os títulos que publicamos, ( e já não são poucos), está viva e quer sempre progredir, avançar.

Não se pára de publicar livros de alta qualidade, sobre o nosso concelho, a lançar dentro de semanas “ERICEIRA VILA PISCATÓRIA|RESERVA MUNDIAL DE SURF”. E naturalmente a rádio sempre foi uma ambição, de há muitos anos, mas como rádio local ouvida em qualquer lado, sem as limitações da rádioNet. Essas possibilidades de compra de uma antena, ou e até da RCM aumentando a sua capacidade de emissão e prosperar em activos humanos, na época foi uma aposta forte, entre outras de Victor Marques (da Number Five) mas infelizmente não conseguiram final feliz.

Agora o “campo relvado” é outro e está livre. Existem já duas RádiosNet no Concelho uma de caracter religioso e outra a Rádio Milha (do Milharado) cheia de juventude. Mas, e sobretudo é necessário uma

equipa mobilizadora e agregadora de ouvintes. Conquistar as Escolas, as igrejas, as Associações e o público no geral. Não é tarefa fácil. Mas o que será fácil? E dos nosso leitores, haverá alguém com disponibilidade para colaborar? Com gosto e querer fazer?

A nossa aposta passaria, e passa sempre, pela formação aos novos, para sobretudo uma entrada na via profissional, onde as parcerias com os professores e as escolas são questões fundamentais.

Estamos a inquirir gente que sabe da poda e está uma maioria pouco crente na rádionet que ainda demorará a ocupar um lugar de destaque

E a sua opinião que conta muito para nós?

-É de andar para a frente com a ERICEIRA RÁDIONET? Ou não? O futuro é a Net, mas com a conjugação da imagem (TV) ou há lugar para uma rádio? Apostar mais na ERICEIRA TV ou avançar para uma RádioNet?  Com o mesmo trabalho evolui-se com a ERICEIRATV?