Opinião

O caos na Ericeira

Em  termos  de estacionamento para viaturas , o centro da Ericeira está um caos autêntico, muito em especial aos fins-de – semana e dias festivos, fruto da quantidade de pessoas, sobretudo moradores na área metropolitana de Lisboa, para quem o passeio à Ericeira passou a ser quase uma obrigação desde que a vila passou a ter acesso à  A8, e que se consagrou como a Meca do Surf nacional e internacional.

No fim de ano e no  primeiro dia do ano, as longas filas de trânsito, conjugadas com a  falta de estacionamento, mostraram que a Ericeira não tem capacidade para lidar com o sucesso que grangeou na região e que quase a sufocam e estragam a beleza do lugar e o eventual prazer que os inúmeros visitantes poderiam disfrutar.

Sabemos que há uns anos, aquando da construção do edifício dos Navegantes, localizado junto à praia do Sul, a edilidade de Mafra da altura considerou a essencialidade da construção de um parque subterrâneo como resposta às necessidades que já se vinham a sentir na época. No entanto, derivado das condições geológicas que tanto nos acarinham nesta nossa Ericeira, também elas contribuem para a incapacidade de certas construções, neste caso a construção de um parque subterrâneo tornou-se impossível e sendo portanto que só nos foi permitida a construção do exíguo e escasso parque lá existente.

Considerando a incapacidade de construção de um parque subterrâneo e da sua consequente escavação, resta a possível construção de um parque de estacionamento em altura à saída da auto-estrada. A construção de um silo-auto de parqueamento, servido com transportes públicos em qualidade e quantidade para o centro da vila,  uma praça de Táxis no local, bem como com concessões de bicicletas e  trotinetes elétricas, surge-nos como uma possível solução para a carência atual da nossa Ericeira.

Foto: Alex

Acerca do autor

Nuno Pereira da Silva

Nuno Pereira da Silva

Coronel de Infantaria na Reserva

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