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Nazaré: As grandes ondas… de gente

Popular pelas suas ondas gigantes, a Nazaré é paragem obrigatória para os amantes e curiosos do Surf. Mas parece que ontem foi noticia pelas piores razões… Depois de terem sido anunciadas previsões de ondas gigantes, milhares de pessoas deslocaram-se para a Nazaré e concentraram-se nas arribas da praia do Norte.

Com a vinda do furacão Epsilon e com outro potente sistema de baixa pressão na Gronelândia, o Atlâtico Norte ganhou vida e formou um sistema de tempestade perfeito para criar ondas incríveis na costa portuguesa gerando o chamado swell, uma série de ondas mecânicas provocadas não pelo vento no local, mas por fenómenos meteorológicos distantes.

Graças às condições de vento excecionalmente favoráveis, surfistas especialistas em ondas gigantes rumaram até à Nazaré para aproveitar a oportunidade para surfar o swell e procurar fazer história.

Nomes como o português Nic Von Rupp, Kai Lenny e Lucas Chianca foram alguns dos surfistas que tiveram na linha da frente a desafiar as forças na natureza.

Mas este ano não foram as ondas gigantes e os corajosos surfistas o tema principal, mas sim a multidão de pessoas que se deslocou à Nazaré.

Numa altura em que todos vivemos uma pandemia, a afluência de público levanta problemas de segurança, visto que não foram respeitadas as medidas impostas pela DGS, como o uso de máscara e o distanciamento social.

As autoridades admitiram que não conseguem nem têm forma de controlar este tipo de ajuntamentos, visto que nem o país nem a Nazaré estão fechados.

Ainda assim a Câmara e a Capitania da Nazaré decidiram cortar o acesso pedonal à estrada do Farol, para conter a excessiva concentração de público que assistia às ondas gigantes e garantir condições de segurança, informou o capitão do Porto.

Nas redes sociais e meios de comunicação gerou-se uma onda de indignação, com vários posts e noticias a criticar o comportamento da população presente no evento.

FONTES: JN