Música

FILARMÓNICA CULTURAL ERICEIRA VAI A VOTOS NO DOMINGO

Tivemos uma longa e agradável conversa com João Ganhoteiro Silva – único candidato às Eleições da “Banda da Ericeira”. Trata-se de uma sequencial recandidatura.

Da primeira vez, tinha 20 anos, já era músico na banda e teve o apoio de uma equipa do PS/Mafra como nunca se tinha visto. Desta vez, não há luta, “desapareceram” todos.

O jovem, agora, com mais traquejo, sorri às questões, sem desmentir, todavia mostrando mais segurança e tranquilidade dada a contabilidade e saldos como nunca estiveram, a garantirem desafogo de tesouraria e tranquilidade social no trabalho diário não de uma Associação qualquer, mas de uma grande Escola de Música, pois é disso que se trata. Ensinar musica, responder a alunos, encarregados de educação e a professores.

 Desta forma, admira a quem está por fora, que não apareçam os “salvadores da pátria” useiros e vezeiros nestas oportunidades. Mas na verdade a situação está tranquila.

A conversa com o candidato e ainda presidente foi demorada, pois vinha a pé e subir a nossa rua não é para todos. E até manter a respiração tranquila, levou uma injecção de como funciona o nosso jornal, que comparativamente com a Banda tem muito em comum, e foi uma surpresa para ele que imaginava tudo ao contrário. Pensava que era um negócio que mantinha um bom nível de vida, quando se apercebeu que é necessária muita ginástica e que não é nada fácil. Então as nossas edições foram o ponto alto da sua admiração e surpresa. Levou uma prenda para apreciar melhor e com calma.

Sobre a sua vida privada, com os estudos, a música, e agora em estágio na CMM é, uma tarefa nada fácil de conjugar com as responsabilidades da direcção da Associação Filarmónica Cultural Ericeira. Mas a irreverência da juventude e o querer fazer fala muito mais alto.

Da conversa e do que já tinha escrito, optámos pela sua narrativa no plural:

“Trabalhámos muito: para regularizar a situação financeira da associação; para atualizar os estatutos e regulamentos, para que a FCE e os seus membros tivessem melhores formas de defesa dos interesses de terceiros; e ainda, para comemorar os 170 anos da música filarmónica na vila da Ericeira, entre muitas outras coisas, como aquisição e manutenção de instrumentos, criar e interpretar música de excelência e ser um pilar e bandeira da nossa comunidade.

Tudo aquilo que aqui foi feito é não só trabalho dos excelentes diretores que tive o prazer de ter a meu lado todos os dias, e demais membros dos órgãos sociais, mas acima de tudo é o esforço e dedicação dos músicos, alunos, encarregados de educação, associados, amigos, e demais organizações com as quais contamos no nosso quotidiano. “

 Por isso mesmo, acima de tudo fica o meu agradecimento a cada um deles, mas, especialmente à Ana Ivo da Silva pela dedicação nos momentos mais atribulados, ao Hugo Reis pela excelência das contas apresentadas sob circunstâncias dignas de uma epopeia Hercúlea, à Inês Calvet Ricardo pelo seu trabalho incrível na reforma da Academia de Música da Ericeira, à Rita Jorge por ser a voz da consciência de todos nós, ao João Santos por dar uma mão sempre que disponível, e ao Paulo Galvão por ir sempre além do que lhe era esperado. Também deixo aqui, de forma perene, um agradecimento especial ao Maestro António Rosado, nosso Diretor artístico, que acedeu a este convite há dois anos, e que, desde então, nunca foi capaz de dizer não a um desafio, assim como aos restantes membros dos órgãos sociais, Carla Portela, Patrícia Franco, Ana Rita Teles, Mónica Jorge, Renato Alves Dos Santos, especialmente à minha mãe (Zeza Ganhoteiro). A todos os associados, um grande obrigado por nos deixarem cumprir com o que nos tínhamos comprometido.

Tenho a certeza que, se hoje saísse pelas portas da Sala Atlântico, deixando para trás esta associação, não saía “pela porta do fundo”, como infelizmente, muitos outros antes de mim, mas sim pela porta grande. E isto apenas porque saio de consciência tranquila, sabendo que fizemos o melhor que a nossa formação, experiência e as circunstâncias a que estivemos sujeitos nos permitiram.

Em nada comparo a forma como me candidatei e tomei posse há dois anos com aquilo com que hoje me deparo. Vejo uma filarmónica mais forte, unida, em que os músicos e encarregados de educação são chamados a fazerem parte da voz da mudança, em que procuramos criar laços com todas as instituições do concelho, nomeadamente com os nossos colegas das restantes 5 bandas filarmónicas e orquestra. Vejo também uma Academia de Música, sustentada e sustentável, que começa também já a dar os seus frutos, formando novos músicos e novos cidadãos.

Poderia assim, virar as costas e dar a vez a outro, mas não o faço, sabendo que há muito mais para fazer.

Por isso mesmo, apresento a minha candidatura à Presidência da Direção da AFCE, para o mandato 2020-2022, conjuntamente com mais 14 associados, desde músicos a não músicos, passando por pais e encarregados de educação dos nossos músicos e alunos. Uma equipa renovada, em que todos foram chamados a continuar e a ingressar. Tenho imensa pena, que alguns dos 13 membros iniciais, que começaram esta jornada connosco em 2018, não possam agora continuar para mais dois anos de sucesso, mas sei que as suas vidas pessoais e profissionais são mais importantes neste momento. Tenho por isso a certeza de que estarão connosco, sempre disponíveis para continuar a trabalhar.

Porque só iremos conseguir superar as necessidades desta instituição e os desafios que o futuro nos traz, se estivermos unidos, lado a lado, e é isso mesmo que procuro fazer. Sei que para isso será necessário sair do palco, e passar para os bastidores, mas assistindo sempre na fila da frente. Também pelas minhas necessidades pessoais e profissionais, continuarei a assegurar a presidência desta tão nobre instituição, em moldes diferentes do que até então tem sido feito.

Os objetivos são muitos, e todos somos poucos para lá chegar, mas tenho a certeza que JUNTOS (con)SEGUIMOS!”

Ainda houve tempo para dar alguns lamirés sobre o que vai mudar a curto prazo:

Concertos Temáticos; Alguns concertos com Bandas Sonoras de filmes com projecção dos mesmos.

Uma focagem especial sobre a solução para uma Nova sede e sobretudo trazer sangue novo para a música…sem isso não haverá continuidade.

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