Geral Opinião

ERICEIRA: A MUDANÇA DA RESTAURAÇÃO

O mais desejado negócio caiu lá de cima do alto para um patamar de filme de terror. Cair é fácil mas o levantar é que é mais difícil. Só os mais teimosos e os invejosos querem que a restauração fique por baixo.

A CMM está interessada em novas ideias. O povo está angustiado por ver a mais importante indústria da terra estar de rastos. A Vila da Ericeira precisa que a Industria da restauração ocupe o seu lugar de honra e que arraste, alavanque a industria do turismo a ser de novo o impulsionador do bem estar do povo.

A CMM, o povo, os gerentes, os fornecedores, enfim, todos estão a pensar qual o futuro da restauração na Ericeira. Ninguém pode esquecer que a Vila da Ericeira está na história da gastronomia pelo seu peixe fresco , pela limpeza, e pela cozinha esmerada com os seus pratos típicos.

Ora aí é que está o busílis.Quais os pratos típicos?

Qual o peixe fresco ( que já nem a lota existe) e que vem do mesmo sitio que vai para Lisboa.

O peixe fresco da nossa costa aonde está? Que apoios têm os pescadores da terra?

Tudo questões a serem tratadas por todos. Pela CMM que se preocupa no bem-estar desta terra. Dos restaurantes de 1ª linha que são a salvaguarda de muitos postos de trabalho.

A restauração não pode ser dividida, nem pelo Take away, nem pela falta duma Associação digna. Todo aquele que não acredita na união não vai longe.

De pais para filhos ou já na 3ª geração há que defender pergaminhos e heranças. A história tem de ter evolução. Já existe o computador, a panela de pressão, a varinha mágica muito para além da clássica colher de pau. Cozinhar hoje ou há 50 anos atrás é matéria profundamente diferente. Tudo mudou.

Mas amanhã vai tudo abrir da mesma forma?  Com cozido à portuguesa que quase todos fazem ao mesmo dia? E a famosa caldeirada de peixe? E a sopa de marisco ou o trivial caldinho de camarão? E as entradas – o queijinho fresco servido da mesma maneira? Não se arranja maneira de ser diferente? Vamos todos bater exactamente na mesma tecla?

Merece a pena reabrir com as “Medidas impostas”?  Que novidades vão fornecer o que de melhor temos na Vila da Ericeira? Já lá dizia o Einstein – fazendo tudo da mesma maneira -os resultados nunca podem ser diferentes!

E os preços? Vamos trabalhar para portugueses ou para estrangeiros?

Tanta pergunta…tantas dúvidas…tantas ou tão poucas soluções…Será que não existem outras soluções? Será que não existem apoios para evoluir? A CMM não estará preocupada com esta solução desgastante e que preocupa todos?…

Está com certeza. E será que a maioria, dos gerentes da Restauração, estarão interessados em ouvir?

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Hélder Martins

Hélder Martins

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