ABRIR UM ESTABELECIMENTO OU NÃO ABRIR EIS A QUESTÃO

 

CONFISSÕES DE FIM DE SEMANA

ABRIR UM ESTABELECIMENTO OU NÃO ABRIR EIS A QUESTÃO

CRITICAR É MUITO FÁCIL

 

Não somos posto avançado ou Guichet da Câmara nem da Junta de Freguesia – mas provavelmente atendemos a todos, bem melhor, com atenção e com um sorriso.

Pode não ajudar a solução mas tentamos sempre criar “pontes de entendimento” ou conselhos..

Ora o problema do dia é:  Há turismo a mais”.

Esquecem-se os comerciantes que o inverno ainda é muito longo. Tínhamos cá na Vila vários agiotas que ainda hoje existem, que faziam bom dinheiro a emprestar a juros altos, tanto a pescadores como a comerciantes.

Desde os anos de miséria em que os ricos davam esmola a dias certos, a quem necessitava, e muitos havia de pé descalço – que hoje, parece que foi há tanto tempo, que até já é esquecido.

Mas não foi assim há muito tempo.

E os pobres de agora não andam descalços, mas pouco falta. Andam de casaquinho e alguns de gravata.

Entretanto, convém relembrar que estávamos a falar de turismo a mais.

Não há turismo a mais…e até se fosse o dobro, ainda haverá espaço para todos. Os hostéis não estão totalmente cheios e estamos em Agosto.

Sobre as ruas encerrarem ao trânsito será sempre a vontade política a resolver – estamos conversados sobre esta matéria – pois sem UNIÃO de todos, quer comerciantes, quer utentes, nunca haverá consenso numa qualquer solução.

Já sobre os restaurantes e cafés abrirem ou não, quer quando há muita gente no Verão, nas festas, no Natal e etc.

Trata-se de uma matéria escaldante da área privada e que depende de cada empresário e da sua vontade.

Naturalmente que só quem não quiser ver, não entenderá que não é uma vida fácil, estar todo o dia num restaurante, ou num café com clientes só com um café na frente, estarem toda a tarde a ocupar uma mesa. Ou a saturação de um dia que começa desde muito cedo, no ir às compras, e fazer listas para a cozinha, atender e servir o almoço, resolver faltas de pessoal na cozinha e, ou encerrar apenas meia hora, para abrir ao jantar e aguentar até às tantas…não é vida fácil. Mas para estes casos …Nada melhor que a sabedoria popular: “Quem não tem cu, não se mete a paneleiro”.

Nem todos podem ser padeiros, advogados ou médicos. Todos têm o lado bom e mau. Mas que tudo tem de funcionar é uma verdade.Quer de verão ou de inverno…Ericeira sem lojas abertas…é um cemitério…e não dará prazer visitá-la.

Ora se o turismo em força é no verão- os negócios de apoio têm naturalmente de estar abertos – fazem parte da vida. Da mesma forma que o Hospital não encerra.Nem a GNR, nem aws funerárias. Cada um tem o seu Mister.

A Praia do Lizandro, bonitinha e modernaça está encerrada no verão às 18 horas?

Poucos acreditam. Mas foi verdade. E no inverno nem se fala…mas se não há clientes nem para pagar a luz no inverno vamos cumprir horários? A pergunta fica no ar.

Está aqui um problema de União- As farmácias organizam-se porque será que os cafés e restaurantes não o fazem também.? Porque há-de fechar tudo ao mesmo tempo?

Depois as entidades que deviam mandar e procuram não ser ditatoriais, como podem funcionar se não podem exigir dos comerciantes que estejam a dormir em pé? O esforço por vezes é visível…Mas como resolver?

O que fazer a quem já não pode mais, por cansaço, por falta de pessoal, ou por outras razões?

Terão de tornear o problema- Só se autorizam horários especiais a quem garantir a abertura durante um período X- Senão, não haverá nada de equilíbrio em quem serve e quem autoriza horários, etc.

E esse equilíbrio é que deve substituir o “mandar” dentro de um consenso geral.

Naturalmente todos sabemos que o “pessoal” na sua maioria não quer trabalhar no verão, a receber o salário mínimo. Sobretudo profissionais a sério. E aqui terá de haver abertura para salários verdadeiramente muito especiais.

 Será um caso de tolerância, paciência e negociação. Também os preços, como se podem verificar, não serão todos senão especiais?

No Centro da Vila existem cafés já a exigir que não ocupem as mesas por mais de meia hora.Será justo?  

O público é que tem de não tolerar ou entender que a gerência tem razão.

E, ou vai lá…ou não volta. A decisão é do cliente.

Este equilíbrio tem de ter um fiel da balança que será o resultado da União e da decisão justa de quem manda – A CMM , A Junta de Freguesia e a tal União de Comerciantes.

Estamos sempre a tempo de se começar com o pé direito.

Contem connosco!

 

Um artigo de Helder Martins sem férias