A Tapada Militar de Mafra

A Tapada Militar de Mafra

O convento, o palácio, a basílica, o Jardim do Cerco e a Tapada de Mafra fazem parte do património que herdámos e que temos de preservar. Todos elementos desta equação são importantes para o desenvolvimento do turismo cultural que temos de cativar dando a conhecer internamente e no exterior de Portugal.

A Tapada de Mafra está dividida em três tapadas, independentes mas ligadas por portões, normalmente fechados para que os animais selvagens não transitem livremente entre elas. Uma delas a Tapada Militar, tem uma entrada direta  contígua ao Jardim do cerco na Vila de Mafra, que desde que me conheço está sob controlo, utilização e   administração Militar, sendo o seu acesso condicionado à população civil, e a eventuais turistas que a queiram visitar, não sendo permitida a entrada de  visitas turísticas não autorizadas.

Se no século XX as duas unidades militares que utilizavam a Tapada para instrução intensiva dos seus militares,  estavam a abarrotar de gente, e consequentemente a Tapada estava sempre a ser  utilizada de uma forma intensiva, com tiro de armas pesadas, ligeiras e lançamento de granadas, nela havia inclusive um paiol ,que  por si só exigia um grande esforço e reforço de segurança.   Atualmente  a Escola das Armas, unidade que integra todas as escolas práticas das Armas e o antigo CMEFED não tem mais de 120 soldados, o paiol foi desativado, bem como o tiro de armas pesadas e lançamento de granadas nela foi interdito, não se justificando por isso o seu acesso tão restrito, não obstante as entradas diretas para o interior das unidades estarem aberta por ausência de portões, problema de fácil resolução.

Em meu entender, e pelo supra exposto, atualmente não faz sentido que a entrada para a Tapada de Mafra se faça pela porta do Gradil, podendo em meu entender, ser feita pela entrada da tapada Militar, por onde circularia um comboio turístico com acesso às outras tapadas, facto que permitiria que um turista que visitasse Mafra tivesse acesso a todo o vasto legado do rei Dom João V, a partir do terreiro dos Valentes.

Nuno Pereira da Silva

Coronel de Infantaria na Reserva